sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Meditações em Schopenhauer - Intuição

Representações intuitivas são as representações das sensações e todas as suas estruturas de base.

Kant fez mais uma descoberta incrivelmente notável que foi a constatação de que as estruturas apriori podem não só ser pensadas in abtracto mas também fora do pensamento abstrato, ou seja que as estruturas apriori existem independentemente do pensamento. Ao que foi dito deve-se acrescentar que as sensações são determinadas pelas estruturas apriori do sujeito e não o contrário, e que portanto estas mesmas estruturas são naturalmente independentes.

Imagino deste modo, as estruturas apriori da intuição como o manancial das sensações.

As estruturas apriori constituem o manancial das sensações, contudo, são também o elemento que fundamenta a independência da razão, ou seja, do ser pensante. Esta ultima asserção é fundamental para garantir a certeza na matemática.

Como estruturas que fundamentam todas as sensações e todo o pensamento, as formas apriori formam o Principio da Razão, determinando por um lado toda a experiência sensivel (subordinada à lei da causalidade) e todos os juizos (subordinados pela lei da razão).

A aplicação da noção de tempo ao principio da razão, constitui o que Schopenhauer chama o Principio do Ser, e que contém em si a noção de extensão temporal para o ser.

A noção de tempo contém em si o sentimento de angústia, porque o tempo é o ser, mais especificamente o tempo é o momento presente e o momento presente é o infinitésimal ou infinitamente pequeno. Daqui se conclui, que o ser vive no infinitamente pequeno, que é o instante, o momento. Por outro lado, é interessante notar a vastidão do infinitamente pequeno, no infinitamente pequeno está o infinito. Esta é um conclusão, naturalmente, contraditória, mas que resulta de um raciocinio lógico.

Se podemos caminhar eternamente no infinitamente pequeno, ele contém em si o infinito e portanto o infinitésimal contem o infinito.

Também a noção de espaço contém em si o raciocinio efectuado anteriormente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Meditações em Schopenhauer - Sujeito, conhece ou é conhecido?

Shopenauer é um idealista profundo fazendo mesmo lembrar Berkeley, quando define o sujeito como aquele que conhece, não podendo ser conhecido. Coloca, portanto o sujeito como epicentro do mundo.

O corpo é definido como representação, sujeito às mesmas leis apriori de todo o objecto. É no entanto, uma representação imediatamente sujeita à vontade, ou seja, uma representação cuja vontade controla imediatamente. Sendo então o mundo uma vontade, define-se assim um grau de proximidade e de controlo perante as representações.

Os pressupostos apriori (tempo e espaço) estão contidos no sujeito que conhece. Define-se então pluralidade e unidade, que brotam dos principio apriori a que se sujeita todo o objecto do conhecimento. O sujeito, contendo o principios apriori, não se lhe aplica antão a pluralidade e a unidade inerentes ao acto de conhecer porque ele em si é a causa do conhecimento e nunca pode ser conhecido.

A representação Shopenauriana complementa-se pelo objecto cuja representação formal é determinada pelas leis do espaço e do tempo (contém em si a pluralidade o múltiplo) e pelo sujeito que contém em si os principios apriori do espaço e do tempo escapando às suas normas porque ele contém em si essas normas, ou seja ele é as próprias estruturas apriori.

Põe se aqui a problemática interessante de saber se a contituição da representação do mundo, necessita apenas de um elemento sujeito-objecto, ou de milhões de elementos sujeito-objecto.

"O sujeito acaba onde termina o objecto"--> Nesta asserção determina-se uma ligação necessária, permanente, e indivisivel entre estes dois elementos, que se contituem deste modo como os elementos nucleres da teoria da representação shopenauriana. Eles são em si, nas suas relações, o cerne da teoria representativa criando limites dependencias de reciprocuos.

Kant dira que as formas da essência do objecto (apriori, tempo, espaço e causalidade) estão contidas em si no sujeito que em si abstrai o objecto. Shopenauer a esta asserção acrescenta que podemos definir o Principio da Razão "como a expressão geral de todas as condições formais do objecto"(estr. apriori).

Por outro lado estas estruturas apriori determinam também uma relação de reciprocidade entre o os objectos que por sua vez a sua realidade.

De notar por fim, que os objectos, conforme as suas imensas possibilidade de relação possiveis, podem constituir uma imesidão de formas.

Meditações em Schopenhauer - Introdução

Em Shopenauer o mundo, a amplitude do existir é todo ele fenómeno representativo, mais generalista inclusivé que o conceitos que implicam a existência com espaço, tempo e causalidade. A verdade absoluta de shopenauer é que "tudo o que existe, existe apenas para o pensamento", ou sejao cosmos é sempre e eternamente representação, fenómeno. Em poucas palavras podermos então dizer que para shopenauer o mundo está contido no sujeito e na faculdade representativa (nas suas palavras "o mundo é representação").

É interessante notar que shopenauer se refere a todas estas asserções, como "verdades absolutas", concluindo se deste modo que estas proposições contém a verdade em si e por si e que portanto representam a essência ou a "coisa em si". Concluo então, que Shopenauer acreditava que estava na posse da "coisa em si".

O senso comum é manifestamente contra este tipo de represenção do mundo, isto porque esta concepção é exclusiva altos níveis de abstracção espiritual. É uma marca portanto do filosofo o apelar a que a compreenção das suas verdades absolutas exigem uma ascece espiritual.

A outra grande verdade absoluta de Shopenahuer é a asserção de que "o mundo é a minha vontade". É portanto, também esta asserção, uma verdade absoluta e portanto mais um elemento do coisa em si.

A abordagem de Shopenauer numa fase inicial deve ter retida sempre a noção de que o mundo possui a propridade de ser pensado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Res cogitans versus res extensa

Realidade pensada versus realidade extensa

Realidade pensada é a realidade "objectiva" é a realidade cujo existência é comprovada pela indubitabilidade da duvida, que comprova o pensamento. A unica coisa ,de que nunca teremos duvida, será portanto o facto de duvidarmos, nisto conciste a prova do eu, da conciência em Descartes.
É deste modo, a dúvida constante, exaustiva e profunda, o processo de descoberta da verdade (revelação divina em Descartes). Verdade é pertanto um processo de dúvida constante, ciclica, infinita, verdade é o absoluto, é portanto o todo.

A descoberta de Descartes da conciência, é assim o passo em frente na filosofia ciêntifica, que na filosofia cartesiana encontra as suas bases fundamentais. Filosofia da ciência é portanto a duvida constante e de tudo tal como acontece em Desartes.

Mas meditemos sobre a questão da não idêntidade entre certeza da consciêcia e verdade da conciência:

Certeza da consciência é toda a relação lógica mental que obedece aos critérios da racionalidade

Verdade é toda a constatação de certeza nas formas extensas (realidade). É portanto transformação de certeza em verdade. É portanto descoberta do infinitésimal absoluto.

Que a verdade pontual portanto existe, é algo de que não existem duvidas e é portanto,este facto por si uma identidade entre certeza e verdade

Verdade pontual: É a verdade particular, é as verdades que são indubitaveis e de cuja relação com todas as verdades particulares (pontuais), se constitui o todo (Absoluto). Na filosofia de descartes é portanto a verdade particular uma parcela de Deus.

Entramos aqui em contradição porque Deus é o absoluto, indizivel, portanto, é em si um todo. A verdade pontual entra assim da contradição em Deus. A menos que se interprete Deus como um todo e um "tudo". Assim, se Deus é um tudo é também a parte. Concluio que Deus é um todo, um absoluto e um "tudo".

Se é tudo é então também o mal e o bem, se é tudo é então também o imperfeito e o perfeito, é o absoluto e o relativo também. Concluio que Deus é manifestação mais elevada, é "coisa em si" incognicivel, o mais elevado que existe (que existe e que não existe também). É o "tudo", o nada, o ser, o não ser.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O descolhecido

Desconhecido...é a eventualidade da transição do não ser do objecto para seu ser. Contém em si a multiplicidade, o incontrólavel, o efeito "supresa". O impacto no sujeito é a sua adaptabilidade ou não, o fascinio da vitória, a angústia da derrota. Acredito no desconhecido como o enfrentamento da "realidade criativa", a absorção do ser extrinseco!

terça-feira, 15 de maio de 2007

Racionalidade Subjectiva

E o que é a racionalidade?

Racionalidade é consciência do cosmos do ser. É consciência do divino é mim, da transcência em mim, da profundidade em mim. E não será esta consciência do divino em mim a origem da religião? Se conciência do divino é origem da religião, conclui-se que a religião é um processo natural orginado pela própria razão. Conclui-o que a religião é uma construção da razão, uma construção da noção de transcencia em mim. No fundo a religião é uma necessidade da nossa auto-noção de profundidade. A religião é portanto originada na subjectividade do ser, na abstração do ser, oposição à objectividade, quer significará o "terreno", o material, o vazio, o reino da nossa criação que para a religião é um profundo vazio.

E não será natural para a religião o "terreno" ser o reino de satanás quando o próprio processo da religião é o processo da racionalidade que penetrou no mais profundo do ser? Acredito que sim.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Linguagem

Liguagem é uma forma da realidade...nela está expressa uma a criação do ser. Na sua criação expressamos a nossa abstracção interior. É criação empirica do nosso cosmos e manacial para a nova criação. É ma linguagem que mais facilmente verificamos como o processo criativo incita o processo criativo numa relação exponencial. Portanto conclui-se que criar formas de realidade principalmente pelo processo da linguagem, é um processo inerente à natureza existencial. Enquanto existo preciso de subjugar de dominar a minha criação.